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Dia Mundial da Poupança
O Dia Mundial da Poupança celebra-se, anualmente, no dia 31 de outubro. A ideia consiste em escolher um dia em que os bancos estejam abertos, de modo a que as pessoas possam depositar algumas das suas poupanças. O Dia Mundial da Poupança foi criado em 1924, durante o International Savings Bank Congress em Milão, Itália. No final deste congresso, no dia 31 de outubro, o Professor Filippo Ravizza declarou este dia o "Dia Internacional da Economia". Com a aprovação desta declaração, os representantes dos 29 países presentes no congresso pretenderam consciencializar o público, a nível mundial, para a importância da poupança na economia global, bem como na vida de cada pessoa. No entanto a ideia de criação do Dia Mundial da Poupança não foi inovadora. Em Espanha, o primeiro dia nacional de poupança foi celebrado em 1921 e na Alemanha foi necessário restaurar a confiança dos cidadãos na poupança já que muitos cidadãos alemães tinham perdido as suas economias na reforma monetária de 1923. Após a Segunda Guerra Mundial, o Dia Mundial da Poupança continuou e atingiu o auge da sua popularidade entre os anos de 1955 e 1970, tornando-se uma tradição em alguns países, entre os quais a Áustria. Atualmente, os bancos que organizam o Dia Mundial da Poupança têm como foco de atenção os países em desenvolvimento. O termo "poupança” remete para um conceito polissémico – desde "austero” a "racional”. Optando por esta última aceção, poupar significa salvaguardar recursos para suprir necessidades em período de dificuldade ou carência. No âmbito do Dia Mundial da Poupança, não podemos subestimar a contribuição da Saúde para o nível social e económico de uma nação. Assim, e atendendo a que o nosso país luta pela sustentabilidade do Sistema Nacional de Saúde, emerge uma importante questão: de que forma os enfermeiros podem dar a sua contribuição para este dia? Os estudos económicos sugerem que a falta de investimento na promoção da saúde e nos programas de prevenção da doença custam milhares de milhões de dólares anualmente. Demonstram ainda que o não investimento em cuidados de enfermagem tem profundas repercussões sociais e económicas, uma vez que os cuidados prestados por enfermeiros qualificados salvam vidas, previnem complicações, evitam o sofrimento, promovem o bem-estar e economizam recursos à sociedade. As evidências de investigação demonstram que os enfermeiros, um grupo profissional muito próximo das famílias e da comunidade, têm um profundo impacto na racionalização das despesas com a saúde, atuando a montante dos problemas e minimizando a médio e longo prazo a necessidade de cuidados com custos mais elevados (humanos e financeiros). Pelas razões apontadas, está na altura dos governantes e da comunidade considerarem os riscos do não investimento em cuidados de enfermagem junto da comunidade e, consequentemente, das consequências deste para o nível social e económico do país. Margarida Abreu |
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